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21/7/2008

Movimento de Zeros

Filed under: HAckeandO CATATAU — lucida sans @ 9:42 am

0*#00*#00*#05*6*717,218,32,600761176
21893276*0891,**1,224,449*981,002,309,88,1111,0
60,410,*1,160*,*#00*#01,,1,,,,,,,,,

01 sabem como é falar
02 preferem não falar
16 formações do corpo, para o corpo,
32 permitem associação
64 esquecida em razão da solução
128 a 127 da variação além aquém
127 do produto sentido e palavra
123 delta endo recorde subsistematique
122 polimento de zeros:
121K a prudência
=============================
divide que soluçava;porque sofria de exatidão.
de grito engolido; de tédio eufórico que reconhece, lo sabes.
e manda dizer que não está:
que a queda por encostar e gravar
valebodepelasoga genocidaamáfiaaindústriadaepifania

.?:!
==============================
123 grafos comparativos
122 dados combinados resultando
121 (101011101-me)
120 garfos de contato, e algo
110 na água em função
da 220 leitura da aferição - brilhante movimento
440 circular
880 energia compatível

(Verschleirdrede ou Como Entrar com a Voz pela Porta Paralela do Micro):

+—> +(Voice < Accumulator)
|
+5Volts | 100UF bypass
o———-+———————–+———————-|(—–GND
| | | diode
| | 4.7K +–|<– 2.2K—Most Sig Bit
4.7K | | |
| e—- | —–+ (DAC) +–|<– 4.3K—Next Most Sig
+—-+—-bQpnp | | |
| | c | | +—-+–|<– 9.1K—–
| 10K |___ | | | |
c | | | | +–+ +–|<– 18K —–
npn Qb—+—-+ 1K | | | | |
+——-e | | | | c | c +–|<– 36K —–
| | | | c npnQb-*-bQnpn |
\—-(+)——+ 2.2K 100UF +-bQnpn e e +–|<– 75K —–
|Loudspeaker | | | | e | | |
|as Microphone| | | 10K | 100ohm 100ohm +–|<– 150K —
/—-(-)——+ Ground | | | | |
| Ground Ground +–|<– 300K— Least Sig Bit
Ground

029 terra circular
30 a aspas entendeu por quantidade
29 a reconstrução do passado visual
27 função identidade
28 na área inativa matriz pleonástica 31
outono de corpos em relação
29 em pensamento induzido
28 para não ver até a espera disso
29 minuto-rua
33 um silêncio onde a tosse possa germinar
45 (sincope-segundos) fora daqui

(aqui desenho de um LP preferido-contracapa)

ou 78 restrições seriam outras
antes de 0,618
se é possível esquecer
e há gosto em esquecer

algo isola.
eu isolei?:

um algarismo por dentro.

2)
[fugi para o dentista tomar um café com cracóvia pela trilha do sonho do raio ao contrário só que dessa vez sem chuva. dessa vez com circo. é lógico que não circo na hora do sonho. e o tempo sempre hora errada eu quero dizer o local do sonho conta uma história passada entre ter chovido e ainda não sol uma colônia de férias para idosos ou alguém que me neutralizasse: espero aqui fora. desculpe o equilíbrio nunca ouviu falar da estrutura irregular poligonal que se formou enquanto estive fora com as peças encaixadas à força e faltando. mas e se fora lucida. fique se olhando no espelho no escuro.]

15/7/2008

ESGOTADO

Escolha de palavras. Recorte de máscaras. Organização de material. Deriva pelas ruas. Observação de lugares. Identificação de locais. Marcação com tinta. Debandagem.

Ao preço da fé

Filed under: HAckeandO CATATAU — lucio @ 12:08 pm

14/7/2008

era uma vez um homus hard diskus

Filed under: HAckeandO CATATAU — lucio @ 7:01 pm

guardo agora em minhas rugas!

território

10/7/2008

Buracos no jardim

Filed under: 818, apodrece e vira adubo, catatau, fluxo poema — lucio @ 10:00 pm

Como sem a mínima condição de definir - o som que soa, % de um símbolo que significa, sem fugir. Estes fazem o que fazem, quase dejetos em impuras escavações. Síntese de tesouros escondidos pelas mãos dos que pretendiam (ou preferiam) guardar as sobras. Degenerar e regenerar, magneto de pólos sombrios, frios como geada congelada. Faltam algumas palavras pra por na risca o x da questão: agora não tem mais volta. Se novamente perguntassem o porque de tanta obsessão. Que perseguição. Ei, diga lá! Faz deduzir como causa um escrito - só falta agora achar o bilhete - como a agulha do palheiro. Frame enterrado, um palito de fósforo talvez, enferrujado até o pó como faísca que ilumina estas criaturas. Se fosse jogo serviria como pino de boliche, se fosse o tempo seria o foi. Banda garagaica: inúmeros bombardinos e abstrações, figas da mãe, já grisalhas das luas cheias, tantas e tantas voltas pelo tonto lugar - bóias pra imaginação. O vento toca uma música, faz voar todas as anotações, cérebro obtuso, catatônico de tanta cisma. Mal da vida.

Guerreira da noite vai e volta sem se perder, sem se encontrar - “mesmo assim o labirinto é longo e escuro” disseram. Grito: sussuro na curva da prostração com o rabo em meio a cova, sinuca de bico, vai e volta pra santa hora do veneno, três vezes ao dia ou mais - amolação pelo troco da feira, moeda perdida, amuleto da mais desgraça. Sem meios pra se retratar, eis mais um acorde dissonante, dessa vez na ponta do quebra galho, puro cacoete passado pela aflição do só pra variar. Simples como cartilha, onde o que falha leva a culpa de brinde, decoreba desse mal estar: um suspiro pregado pelas marteladas rítmicas, truculentos cruzamentos nessa afiada música. O caráter anda mal das pernas, pode crer, engarrafado no meio do oceano, nadando contra a corrente pelo ensejo de se perder perder perder - triângulo amoroso, tríplice aliança - sangrado e mofanado - corpo éter sem dó nem beira. Acorda cedo e esvai trabalhar. Necrotério e saliva do fundo da garganta, em voz alta e bom tom: VAI DE RETO LINHA TORTA!

Icone inédito, mal falado e embolorado.

30/6/2008

Julio, o Jacaré

Filed under: 818, interfaces, jardim de volts — glerm @ 6:09 pm

http://del.icio.us/glerm/interfaces

http://del.icio.us/glerm/navalha

http://del.icio.us/glerm/toscolão

querido diário,

1) Retornar aos experimentos com TVs analógicas

2) Documentar pesquisas com hardware baixo nível DSP para aplicação em sampler e síntese

3) Testes de interação para ritual remoto com objetos netsend e netreceive no puredata

4) Metodologias de reciclagem e recombinação do hackeando catatau (tags e sistemas de rss)

5) produção de hardwares USB-volts-USB baseados no freeduino

6) Produção de placas de amplificadores de potencia

7) sistemas de integração web com django-hardware

8 ) Uso de Multiplexadores para sistemas de varias entradas e saídas

9) Pesquisa e amplicação de solenóides e relês com alta-voltagem

10) Upgrade do Navalha-Algosampler integração com web

11) Manto polifônico, Faísca PiraPulso, Poemas em Kernel, Rituais PÓS-Digitais.

ou não é nada disso, delirei.

25/6/2008

CANTO DOIS: Das interfaces, naus, constelações, pólos, fundações e runas

Filed under: A_Ilíada&O_software_livre — glerm @ 1:40 pm

Das grandes invenções da Humanidade:

Trad. Simp. Pinyin English
火藥 火药 huǒ yào gunpowder

Pólvora
IMAGENS
HISTÓRIA

Bússola:
IMAGENS
HISTÓRIA

指南針 指南针 zhǐ nán zhēn compass

Curiosidade:
2 invenções antagônicas creditadas pelos greco-romanos aos povos “bárbaros”.

*SUBJETIVIDADE É FICÇÂO?
Resumo da narração

No décimo ano do cerco a Tróia, há um desentendimento entre as forças dos aqueus, comandadas por Agamémnom. Ao dividirem os espólios de uma conquista, o comandante aqueu fica, entre outros prêmios, com uma moça chamada Criseida, enquanto que a Aquiles cabe outra bela jovem, Briseida. Criseida era filha de Crises, sacerdote do deus Apolo, e este pede a Agamémnom lhe restitua a filha em troca de um resgate. O chefe aqueu recusa a troca e o pai ofendido pede ajuda a seu deus. Apolo passa então a castigar os aqueus com a peste. Quando forçado a devolver Criseida ao pai para aplacar o castigo divino, Agamémnom toma a Aquiles sua Briseida, como forma de compensação e desagravo a Aquiles. Este, ofendido, se retira da guerra junto com seus valentes Mirmidões. Aquiles pede então a sua divina mãe que interceda junto a Zeus, rogando-lhe para que favoreça aos troianos, como castigo pela ofensa de Aquiles. Tétis consegue a promessa de Zeus de que ajudará aos troianos, a despeito da preferência de sua esposa, Hera, pelo lado aqueu.

Então Zeus manda, através de Oneiros, a Agamémnom um sonho incitando-o a atacar Tróia sem as forças de Aquiles. Agamémnom resolve testar a disposição de seu exército. A tentativa por pouco não termina em revolta generalizada, incitada pelo insolente Tersites. A rebelião só é evitada graças à decisiva intervenção de Odisseu, que fustiga Tersites e lembra a profecia de Calcas de que Ílion cairia no décimo ano do cerco.

Os dois exércitos se perfilam no campo de batalha, diante de Tróia. Páris, príncipe de Tróia, se adianta, mas logo recua ao ver Menelau, de quem roubara a esposa causando a guerra. Menelau o insulta e Páris responde propondo um desafio entre ambos. Os aqueus respondem com agressões, porém seu irmão Heitor, o maior herói troiano, reitera o desafio, propondo que o destino da guerra seja decidido numa luta entre Menelau e Páris. Menelau aceita, exigindo juramento de sangue sobre o pacto de respeitar o resultado do duelo. Enquanto os preparativos são feitos, Helena se junta a Príamo, rei de Tróia, no alto de uma torre para observar a contenda. Ela apresenta os maiores comandantes gregos, apontando-os para Príamo.

O duelo tem início e Menelau leva vantagem. Quando está para derrotar Páris, Afrodite intervém e o retira da batalha envolto em névoa, levando-o ao encontro de Helena. Agamémnom declara então que Menelau venceu a disputa e exige a entrega de Helena e pagamento do resgate. Porém Hera e Atena protestam junto a Zeus, pedindo a continuidade da guerra até a destruição de Tróia. Zeus cede em troca da não intervenção de Hera caso deseje destruir uma cidade protegida por ela. Atena então desce entre as tropas troianas e convence Pândaro, arqueiro troiano, a disparar contra Menelau, ferindo-o e rompendo o pacto com os gregos. O exército troiano avança, e Agamémnom incita os aqueus ao combate. Tem lugar então uma luta violenta, na qual os gregos começam a levar vantagem. Porém Apolo incita aos troianos, lembrando-os que Aquiles não participa da peleja.

Os troianos então avançam, retomando a vantagem sobre os gregos, a despeito dos grandiosos esforços de Diomedes, que insuflado pela deusa Palas Atena, chega a ferir os deuses Afrodite e Ares, que defendem os troianos. Os gregos por sua vez parecem retomar a vantagem, o que faz com que Heitor então retorne à cidade para pedir a sua mãe tente acalmar à Palas com oferendas. Após falar com a mãe, se encontra com sua esposa e filho em uma torre. O encontro é bastante triste, onde Heitor fala com a esposa e o filho sobre o seus futuros, pois pressente que Tróia cairá. A seguir, convoca Páris e com ele volta à batalha.

Apolo combina com Atena uma trégua na batalha e para conseguí-la incitam Heitor a desafiar um herói grego ao duelo. Ajax é os escolhido num sorteio e avança para o combate. O duelo é renhido e prossegue até a noite, quando é interrompido. Os aqueus então aproveitam para recolher seus mortos e preparar um baluarte.

Com a manhã, o combate recomeça, porém Zeus proíbe os outros deuses de interferir, enquanto que ele dispara raios dos céus, prejudicando aos aqueus. O combate prossegue desastroso para os gregos, que acabam por se recolher ao baluarte ao final do dia. Os troianos acampam por perto, ameaçadores.

Durante a noite Agamémnom se desespera, percebendo que havia sido enganado por Zeus. Porém Diomedes garante que os aqueus tem fibra e ficarão para lutar. Agamémnom acaba por ouvir os conselhos de Nestor, e envia a Aquiles uma embaixada composta por Odisseu, Ajax, dois arautos e o veterano Fenix presidindo, para oferecer presentes e pedir ao herói que retorne à batalha. Aquiles, porém, ainda irado, não cede.

Agamémnom então envia Odisseu e Diomedes ao acampamento troiano numa missão de espionagem. Heitor, por sua vez, envia Dolon espionar acampamento aqueu. Dólon é capturado por Odisseu e Diomedes, que extraem informações e o matam. A seguir invadem o acampamento troiano e massacram o rei Reso e doze guerreiros que dormiam, se retirando de volta para o lado aqueu, onde são recebidos com festa.

Durante o dia o combate retoma, e os troianos novamente são superiores, empurrados por Zeus. Heitor manda uma grande pedra de encontro a um dos portões e invade o baluarte grego, expulsando-os e empurrando-os até as naus, de onde não haveria mais para onde recuar a não ser para o oceano. Há amargo combate, com os aqueus recebendo apoio agora de Poséidon enquanto Zeus favorece os troianos, com heróis realizando grandes feitos de ambos os lados.

Hera, então, consegue convencer Hipnos a adormecer Zeus. Os gregos, acuados terrivelmente, se aproveitam desse momento para recuperar alguma vantagem, e Ajax fere a Heitor. Porém Zeus acorda e, vendo os troianos dispersos e a momentânea vitória grega, reconhece a obra de Hera e a repreende. Hera diz que Poséidon é o único culpado, e Zeus a manda falar com Apolo e Íris para que estes instiguem os troianos novamente à luta. Então Zeus impede Poséidon de continuar interferindo, e os troianos retomam a vantagem. Os maiores heróis aqueus estão feridos.

Pátroclo, vendo o desastre dos aqueus, vai implorar a Aquiles que o deixe comandar os Mirmidões e se juntar à batalha. Aquiles lhe empresta as armas e consente que lidere os Mirmidões, mas recomenda que apenas expulse os troianos da frente das naus, e não os persiga. Pátroclo então sai com as armas (incluindo a armadura) de Aquiles e combate os troianos junto às naus. Ao ver fugindo os troianos, Pátroclo desobedece a recomendação de Aquiles e os persegue até junto da cidade. Lá, Heitor o confronta em duelo e acaba por matá-lo.

Há uma disputa pelas armas de Aquiles, e Heitor as ganha, porém Ajax fica com o corpo de Pátroclo. Os troianos então repelem os gregos, que fogem, acossados. Aquiles, ao saber da morte do companheiro, fica terrivelmente abalado, e relata o acontecido Tétis. Sua mãe promete novas armas para o dia seguinte e vai ao Olimpo encomendá-las a Hefestos. Enquanto isso o Aquiles vai de encontro aos troianos que perseguem os aqueus e os detém com seus gritos, permitindo que os gregos cheguem a salvo com o cadáver. A noite interrompe o combate.

Na manhã seguinte Aquiles, de posse das novas armas e reconciliado com Agamémnom, que lhe restituíra Briseida, acossa ferozmente os troianos numa batalha em que Zeus permite que tomem parte todos os deuses. Trucidando diversos heróis, Aquiles termina por empurrar o combate até os portões de Tróia. Lá Heitor, aterrorizado, tenta fugir de Aquiles, que o persegue ao redor da cidade. Por fim Heitor é enganado por Atena, que o convence a se deter e enfrentar o maior herói aqueu. Ele pede a Aquiles que seja feito um trato, com o vencedor respeitando o cadáver do vencido, permitindo seu enterro digno e funerais adequados. Aquiles, enlouquecido de raiva, grita que não há pacto possível entre presa e predador. O terrível duelo acontece e Aquiles fere mortalmente Heitor na garganta, única parte desprotegida pela armadura. Morrendo diante de seus entes queridos, que assistiam de dentro das muralhas, Heitor volta a implorar a Aquiles que permita que seu corpo seja devolvido a Tróia para ser devidamente velado. Aquiles, implacável, nega e diz que o corpo de Heitor será pasto de abutres enquanto o de Pátroclo será honrado.

Aquiles então amarra o corpo de Heitor pelos pés à sua biga e o arrasta diante da família e depois o traz até o acampamento grego. É feito os jogos funerais de Pátroclo. Durante a noite, o idoso Príamo vem escondido ao acampamento grego pedir a Aquiles pelo corpo do filho. O seu apelo é tão comovente que Aquiles cede, chorando, com a ira arrefecida. Príamo leva o cadáver de seu filho para Tróia, onde são prestadas as honras fúnebres ao príncipe e maior herói de Tróia.

———————

Rumo aos pólos magnéticos(de ambas polaridades) da Terra,
com votos de fortuna aos de boa ou mesmo má vontade,

abraço

glerm

PS: Os personagens desta epístola são fictícios, qualquer semelhança com a vida real, é mera coincidência.

saojoao

São joão,São João, acende a foguera no meu corassão…

23/6/2008

Slobodni Poéticas

Filed under: HAckeandO CATATAU, fluxo poema, poéticas experimentais da voz — glerm @ 10:25 pm

18/6/2008

R E S P E I T O F O B I A

Filed under: HAckeandO CATATAU, manifesto — lucio @ 11:45 am

12/6/2008

Descartografando Cartesanatos: Jardins de Volts e/ou Desafiatlux

descartografando

Para imprimir(unico)
Para imprimir (em 8 A4)


É um dos primeiros objetos relacionais concretizados e assumidos da tempestade cerebral que tem acontecido neste periodo de experimentação no conSerto Interfaces. Representação pictórica de uma espécie de mapa cerebral, trouxe algumas das sugestões e direções que emergiram na busca pela idéia do que seriam estes “novos rituais”.

A partir da urgência de síntese, surge o contraponto de forma entre o tal colapso da informação total, que hoje vivemos em sua plenitude com as redes informacionais. Aqui nos aparecem cristalizadas numa percepção descendente da percepção de um sujeito pós-histórico no limbo joyceano da prosa-poema polifônica versus o sujeito instantâneo da busca atemporal zen de formas como o haikai e outros retumbantes epitáfios.

Curioso perceber que o haikai tenta definir 3 eixos, assim como a base da matemática dos números reais, dos chamados eixos cartesianos. O surto pictórico é em função de buscar o ponto de fuga para além da tridimensionalidade: não apenas um quarto eixo, mas uma quarta dimensão, trazendo novos planos por derivação de novos conjuntos, onde o eixo da relatividade de Einstein do objeto tridimensional observador da função do tempo é apenas um metáfora do universo de conjuntos de números complexos. Salta aos olhos: Reapropriação da ciência como arte. Discussão do Espectro Eletromagnético como espaço para trânsito autônomo de idéias.

Imaginemos então o ponto de fuga como um dado real. Cantar um mundo pós-digital, pós-industrial, onde todo esse lixo descartado pelo consumo poderia tornar-se semente de um mundo mais consciente da própria presença e ação no espaço do aqui-agora. Tomemos então em tal representação pictórica como um “ponto de fuga” como aquele que na composição, define o vetor que simultaneamente gera e é gerado pela “pira-faísca” do dito compositor.

Neste ponto encontramos o “compositor” oferecendo sua alma para um ritual que traz algumas ações diretas pautadas por uma metareciclagem daquele refugo de onde a ciência não serviu ao conformismo da linha de produção. Ali este “compositor” divide-se no tal termo “imaginário” (no sentido que encontramos na matemática). Dois números imaginários divididos entre si resultam em um número real.

Novos instrumentos eletroacústicos, agora independentes de uma produção em série e industrializada, alimentados pela energia elétrica direta da natureza. Um toscolão (metade violão, metade destroços de uma apocaliptica era digital) alimentado por uma bateria de limões, que ritualisticamente tornam-se logo em seguida combustível para bebidas a serem consumidas nestes jogos não-competitivos de roda.

Televisão analógica descartada do seio de convívio da sala de estar letárgica da família nuclear, agora servindo de instrumento musical em conexão direta com outros subsistemas de recombinação inteligente do que queremos conectar em saltos quânticos pelas redes de informação total. E na base destas redes, kernels (núcleos de software-hardware) ideológicos. Poemas distribuídos em códigos abertos de sistemas operacionais livres. Inscrições em circuitos ideológicos, strictu sensu.

E das faíscas geradas: novas piras em seu sentido grego, retornando a uma semântica primata, em seu sentido primal. O fogo transitando entre espaços, alimentando novos rituais. Libertado o Prometeu acorrentado, construindo satélites com sucata, agora voando de aldeia em aldeia, voando e bebendo com os corvos, espalhando a combustão.

Para imprimir(unico)
Para imprimir (em 8 A4)

palhaçada do caralho

Filed under: antropologia, apodrece e vira adubo, desenhos podres, e/ou, ilustração, lenda urbana — vitoriamario @ 4:54 pm

Seguindo a série de desenhos podres, seguem os palhaços:

Desenhos Podres são derivados de uma experiência circense em Itacaré-BA - quando decidimos (eu e claudia) ir a um circo que fazia temporada na cidade. O espetáculo nos chamou atenção pelo forte apelo sexual, com meninas vestidas com trajes tipo xou da xuxa que dançavam rumba de um jeito deveras desengonçado. No auge de suas apresentações virando-se de costas para a platéia, se abaixavam e explicita e demoradamente empinavam suas enormes bundas cuzudas - o público, constituído de crianças e seus familiares, delirava.  Tudo isso sendo dirigido por um palhaço que parecia mais um safado, que volta e meia coçava o saco, com gestos e comentários do tipo sou o gigolô da bagaça, he, he.

11/6/2008

poéticas experimentais da vox

Filed under: "arte", HAckeandO CATATAU, poéticas experimentais da voz — lucio @ 5:14 pm

http://www.poeticas.org

15 pordelas podres

O que são PORDELAS?

Há quem diga que trata-se de um misto de porco com cadela, outras dizem que seria algo derivado do temível chupa cabra. Superstições, alucinações, imaginário coletivo, o fato é que quanto mais se estuda os pergaminhos podres, percebe-se que há uma constante iconografia em torno deste símbólico ser.

abaixo segue algumas delas:

pordela pré-histórica

pordela descendo a escadaria

pordela maluca

pordela antenada

pordela surpresa

pordela babona

pordelas matreiras cruzando

pordela infeliz invisível

pordela mística

pordela tarada

pordela elétrica

pordela estrela

pordela guido viaro

pordela pensadora

Canetas derrubam muros

http://devolts.org/rituais.jpg
imprima!??

descartografia-partitura
para rituais pós digitais cantando um folclórico mundo do utópico versus distópico…

baixa, imprime e cola na rua

é a
Ressurreição do Palito de Fósforo

10/6/2008

iliadahomero

Filed under: HAckeandO CATATAU — octavio @ 10:40 pm

http://iliadahomero.wordpress.com/
http://organismo.art.br/blog/iliadahomero

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